Personagens reais que praticaram solidariedade,  com coragem, durante a Segunda Guerra Mundial
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                       Em meio à barbárie, muitas pessoas arriscaram suas vidas para prestar solidariedade aos perseguidos pelo regime nazista. Muitas delas já têm o reconhecimento do Museu do Holocausto de Israel, onde receberam o título de "Justos entre as Nações" (não-judeus que salvaram vidas judias) e cada nome está escrito em uma pedra, sob uma árvore, dedicada à sua memória. Outras pessoas, embora não sejam conhecidas do grande público, permanecem na lembrança de sobreviventes - de várias procedências - e de suas famílias, em registros históricos, em cartas, diários, filmes... Relembrar todas essas pessoas e resgatar sua memória é o mínimo que as novas gerações devem fazer para seu justo reconhecimento, para que seus ideais sejam exemplo prático de solidariedade e incentivo à manutenção da Paz.
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Sophie Scholl e o Movimento Rosa Branca

 

A jovem alemã Sophie Scholl, hoje considerada heroína nacional, foi executada pelo nazismo por participar do movimento de resistência chamado Rosa Branca: seus membros usavam essa flor como símbolo.

 

Sophie Scholl, que tinha 21 anos ao ser executada, foi uma das iniciadoras do movimento Rosa Branca, ao lado do irmão Hans, três anos mais velho, e de outros universitários e intelectuais.

A partir do verão de 1942, o grupo passou a conclamar a população, em panfletos que surgiam em diferentes cidades, à resistência pacífica contra o regime de Hitler.

 

Sophie Scholl, seu irmão Hans e o amigo Christoph Probst, executados com ela

A 18 de fevereiro de 1943, Sophie, Hans e seu amigo Christoph Probst distribuíam um novo panfleto — o sexto de sua autoria — pelos corredores da Universidade de Munique, onde estudavam, quando chamaram a atenção de um zelador. Presos, os três jovens foram julgados e condenados à morte quatro dias mais tarde. Apenas três horas após o pronunciamento da sentença, morreram decapitados.

Um dos mais conhecidos monumentos da nação germânica — o Walhalla, construído entre 1830 e 1842 por incumbência do rei Ludovico I da Baviera — foi enriquecido com o busto de mármore de Sophie Scholl e uma plaqueta em homenagem a todos os que resistiram ativamente contra o regime de Adolf Hitler. Sophie Scholl, executada pelos nazistas a 22 de fevereiro de 1943, passa a ser a quinta mulher ao lado de 122 heróis da nação perpetuados no monumento próximo a Regensburg, às margens do rio Danúbio.

Fonte: DW

 

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