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Eu
sempre fui feliz, vivendo só sem ter amor,
Mas o destino quis roubar-me a paz de sonhador,
E pôs no sonho meu um olhar de ternura,
De alguém que, mesmo em sonho,
roubou minha ventura.
Sonhei com este alguém noites e noites sem
cessar,
Por fim, alucinado, fui pelo mundo a procurar,
Aquele olhar tristonho da cor do luar,
Mas tudo foi um sonho, pois não pude alcançar.
Mas na espinhosa estrada desta vida, sem querer,
um dia,
Encontrei com este alguém que tanto eu queria
E este alguém que, mesmo em sonho,
e amei com tanto ardor não compreendeu a minha
dor.
Foi inspirado então na ingratidão de quem
amava tanto
que fiz esta triste valsa, triste como o pranto
que me mata de aflição,
bem sei que esta valsa será
a minha última inspiração.
    

Dicas
de CDs de Silvio Caldas

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