Envolvemo-nos em suas
teias de ternura, expomos nossos sentimentos mais íntimos, entregamo-nos
como a flor que se oferece aos toques de vespas e colibris.
Por vezes, essa
entrega resulta em feridas - nem sempre profundas, nem sempre efêmeras...
mas quase sempre dolorosas, de uma dor que fere a alma, que a muito custo se
acalma.
Por vezes, tornamo-nos
corações receptivos, de uma humildade ímpar, atuando como o sândalo -
que perfuma o machado que o fere.
E por vezes nos revoltamos.
Momentânea e justificada reação de animais feridos.
Em situações assim,
quebram-se os encantos das relações humanas, estilhaçando-se como
cristais partidos.
Por quê?...
O que nos leva a
estilhaçar os encantos das primeiras emoções? Que estranhas artimanhas são
essas, que arrastam sentimentos para longe, a ponto de nos tornarmos
antagonistas no palco das emoções?...
Queremos crer que
depende mais de vocês... homens de nossas vidas...
E almejamos que sejam
- do início e sempre - como cavalheiros andantes, cumprindo as promessas
trazidas com os ventos da esperança, multiplicando emoções e encantos.
Que continuem a ser, eternamente... Misteriosos... Sedutores...
Apaixonados... Semeando - não
apenas sedução - mas amor e ternura, além da sedução...
... pra sempre colher
paixão.
Oriza
Martins