Na
juventude vivemos, segundo a segundo,
Desejando
mudar, transformar o mundo,
Inflamados
por idéias... é o vigor da mocidade!
Reside
aí o fascínio da paixão
Por
ideais e sonhos, pelo uso da razão,
Que
nos transformam em humanos de verdade.
Também
no amor, a pujança juvenil
Torna
o homem mais ardente, mais viril,
E
todos nós, vibrantes, apaixonados.
Misturamos
o amor com amizade,
Entregamo-nos
com intensidade,
No
tufão dos prazeres embalados.
Mas
o ardor poderoso das paixões
Que
impulsiona e enlouquece corações
Também
pode embotar as consciências,
Nos
levando a atitudes de egoísmo
De
posse, de poder, sem altruísmo,
Sufocando
o ser-amado de exigências.
E
se vemos os desejos esfriando
E
o ser-amado de nós ir-se afastando,
Nem
sempre agimos com ponderação.
Sem
diálogo, irados, enciumados,
Nos
tornamos animais descontrolados,
Violentos
no calor da emoção.
Atitudes
impensadas, em verdade,
Não
conquistam; e destroem a amizade
Que
poderia resultar dessa paixão.
Para
que tanta ira sem sentido,
Que
fere mais o que já está ferido,
Que
resulta só em dor e humilhação?...
E
se, enfim, for impossível reatar
Com
alguém que teima em nos desprezar,
E
que também dos bons momentos se esquece...
Mais
vale reacender a auto-estima
Com
um lema que sempre nos reanima:
"Se
não me ama... é porque não me merece."
Oriza/2005