Círculo de Paixões...
Oriza Martins
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Noites de paixão, eu passava contigo, E, ao amanhecer, em nosso abrigo, Se a hora de ir-me se aproximava, Tu me pedias, com voz doce e rouca, Pra não interromper a fantasia louca, “Fica, fica, não te vás”... e eu ficava... Assim nos amávamos, em afagos mil, O dia todo, num ardor febril, E logo, rápida, a noite voltava. “Preciso ir-me”, eu dizia - em vão, E tu, com ares de pura paixão, Calorosamente então me imploravas:
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. “Não, não te vás... não me deixes só, De ti preciso, meu amor, tem dó...” E eu?... Loucamente, eu te abraçava. Tendo que ir, querendo te amar, Decidia por de novo me entregar, Pois tu me pedias... então eu ficava... E amanhecia... e chegava a hora, “Preciso partir, tenho que ir agora”, Tristemente era o que eu balbuciava. E tu, com os olhos, como a suplicar, Pedia, silente, pra não te deixar... Se tu me pedias... então eu ficava... . |
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Assim nos amávamos, em afagos mil, O dia todo, num ardor febril, E logo, rápida, a noite voltava. “Preciso ir-me”, eu dizia - em vão, E tu, com ares de pura paixão, Calorosamente então me imploravas: “Não, não te vás... não me deixes só, De ti preciso, meu amor, tem dó...” E eu?... Loucamente, eu te abraçava. Tendo que ir, querendo te amar, Decidia por de novo me entregar, Pois tu me pedias... então eu ficava! |
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Oriza/abr/2006
Inspirada em Castro Alves
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