Dos teus cabelos de tarde
Dos teus olhos de remanso
Onde me morro e descanso,
Dos teus seios de ambrosias
Brancos, manjares, trementes,
Com dois vermelhos morangos
Do teu ventre - uma enseada
Porto sem cais e sem mar,
Branca areia a espera da onda,
Que em vai e vem vai se espraiar,
Dos teus quadris, instrumento
De tantas curvas, convexo,
Das tuas coxas que lembram
Do teu corpo, só de alvuras,
De tuas mãos, que são ninhos
Esses desejos da gente...
Gosto de ti, toda inteira,
Dos teus cabelos de tarde,
Aos teus pés de Cinderela,
(há dois pássaros inquietos
- gosto de ti, feiticeira,