No
lago azul, onde o sol se espelha,
uma
borboleta brinca rente
à
massa líquida, docemente,
imitando
a astuta, destra abelha.
Voando
alto com segurança,
ora
descendo bem displicente,
o
lago é palco na sua dança
num
ar parado de dia quente.
Mas
de repente, que triste sina.
Mínimo
erro, que distração!
Voou
mais baixo sem direção,
molhando
as asas, a bailarina.
Espavorida,
mexendo a massa,
tenta
livrar-se, já em agonia.
A
cada golpe, mais se embaraça
no
azul do lago que a seduzia.