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Eis-me
aqui inerte ante a natureza
Meditando, indiferente à beleza
Destas plagas, deste entardecer
intenso.
Vai-se o sol de outono, chega a noite
sombria
A lembrar-me que tu foste embora um
dia
Ficando em minh'alma um vazio
imenso...
Quantas
vezes tentei esquecer-te, em vão,
Em mil luxúrias, joguei ao léu meu
coração,
O que, no entanto, fez-me apenas
compreender
Que volúpias de prazeres
inconstantes,
Não aplacam a inquietude dos amantes,
Não compensam a falta de um
bem-querer.
Embora,
como
o sol, tenhas partido um dia,
Restando a escuridão para esta alma
vazia,
Não se trata de duas partidas
iguais.
Pois o sol, glorioso, amanhã surgirá,
Como sempre, fiel, ele retornará.
Porém tu para mim... nesta vida?...
jamais... |