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Elenco:: James Caan (O Poderoso Chefão),
Michael Caine (Regras da Vida), Sean Connery (Os
Intocáveis), Elliott Gould (M.A.S.H), Robert
Redford (Butch Cassidy), Gene Hackman (Operação
França), Anthony Hopkins (O Silêncio dos
Inocentes),Maximilian Schell (Julgamento em
Nuremberg), Liv Ullman e Sir Lawrence Olivier.
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Comentários e
Curiosidades
(Fonte:
Club Somnium)
A
Operação Market-Garden foi a maior operação
aeroterrestre jamais realizada e foi uma tentativa
dos aliados de acabar com a 2ª Guerra Mundial na
Europa ainda em 1944. O plano previa que três
divisões de pára-quedistas (duas americanas e
uma britânica) saltariam sobre pontes ao longo de
uma estrada na Holanda, visando capturá-las e
abrir caminho para que o 30º Corpo britânico
avançasse e estabelecesse uma cabeça-de-ponte no
rio Reno, na cidade holandesa de Arnhem, onde
ficava então a agora famosa "Ponte Longe
Demais". Mas, o melancólico fracasso da
operação condenou a Europa a mais oito meses de
guerra.
Em
poucas palavras, esta é a batalha que Joseph E.
Levine procura nos apresentar em "Uma Ponte
Longe Demais", filme baseado no best-seller
homônimo de Cornelius Ryan. Em função de sua
complexidade, peculiaridades, distâncias e
nacionalidades envolvidas, o simples fato dele ter
conseguido realizar um projeto tão ambicioso já
é digno de elogios. O esforço em utilizar
equipamento da época (embora nem sempre bem
sucedido) dá um diferencial neste filme,
realizado muito antes do surgimento dos padrões
"Spielbergianos" e da invasão da informática
no cinema. Shermans (de todos os tipos), canhões
britânicos de 25 libras, canhões Pak alemães de
75 mm, aviões C-47, planadores Horsa e até um
Spitfire enriquecem as cenas desse memorável
filme. As cenas de batalha são bastante verossímeis
(destaque para uma "barragem rolante" no
início do ataque dos blindados), a ênfase dada
aos muitos erros cometidos pelos aliados (muito
bem ressaltados no filme) e a escolha dos atores
(que além de astros, são realmente parecidos,
com raras exceções, com os personagens reais)
foi primorosa. Para concluir essa obra-prima, uma
trilha sonora (assinada por John Addison) que
possivelmente é a mais bonita já feita para um
filme de guerra.
Mas,
nada é perfeito. As complexidades da batalha
acabam deixando tontos os espectadores leigos no
assunto (embora as legendas acrescentadas ao DVD
tenham ajudado muito a sanar esse problema).
Algumas "liberdades poéticas" não
poderiam faltar, mas de fato eram totalmente
desnecessárias (em particular a morte do inglês
do guarda-chuva, que de fato sobreviveu à guerra,
e a velhinha chamando "táxi" no meio do
tiroteio foi uma bobagem perfeitamente dispensável).
A colocação de falas em bocas alheias também
foi bastante usada (por exemplo, o General
Bittrich, personagem de Maximiliam Shell, diz ao
ver a esquadra aérea aliada: "Se um dia eu
tivesse todo esse poder..." mas, de fato,
isto foi dito pelo General Kurt Student - que não
está no filme). A sua duração (176 minutos) é
também um pouco demais, mas, convenhamos, inevitável.
Como
sempre, as legendas em português pisam na bola. Já
me conformei com o fato de que ninguém no Brasil
consegue traduzir "Corps" como
"Corpo" (que é o certo) e, portanto, a
partir daí, vale tudo. Nesse filme, "Corps"
virou "unidade" e, em algumas falas,
"divisão". Mas ainda é melhor que a
versão dublada para TV, que era "batalhão"
(é de dar raiva).
Enfim,
"Uma Ponte Longe Demais" é peça
essencial (verdadeiro objeto de culto) para os
apreciadores do gênero.
Fontes: Club
Somnium
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