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Título:
Julgamento
em
Nuremberg |
Título
Original: Judgment
at Nuremberg
Gênero: Drama
Tempo de
Duração:
187 minutos
Ano de
Lançamento
(EUA): 1961
Estúdio:
United Artists /
Roxlom
Distribuição:
United Artists
Direção: Stanley
Kramer
Roteiro:
Abby Mann
Produção:
Stanley Kramer
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Sinopse
Não se trata, aqui, do
julgamento de Goering & cia,
ou seja, não é o famoso
tribunal que julgou os
primeiros carrascos
nazistas, porém mais um dos
muitos julgamentos de
nazistas de vários escalões
que houve em Nuremberg
durante certo tempo do
pós-guerra.
Após a 2ª Guerra Mundial um
juiz americano é convocado
para chefiar o julgamento de
quatro juristas alemães
responsáveis pela
legalização dos crimes
cometidos pelos nazistas
durante a guerra. Tinham se
passado três anos desde que
os mais importantes líderes
nazistas tinham sido
julgados em Nuremberg. Dan
Haywwod (Spencer Tracy), um
juiz aposentado americano,
tem uma árdua tarefa, pois
preside o julgamento de
quatro juízes que usaram
seus cargos para permitir e
legalizar as atrocidades
nazistas contra o povo judeu
durante a 2ª Guerra Mundial.
À medida em que surgem no
tribunal as provas de
esterilização e assassinato
a pressão política é enorme,
pois a Guerra Fria está
chegando e ninguém quer mais
julgamentos como os da
Alemanha. Além disto os
governos aliados querem
esquecer o passado, mas a
coisa certa que deve se
fazer é a questão que este
tribunal tentará responder.
Na verdade, o juiz que
presidia aquele julgamento
(Spencer Tracy) fora quase
catado a laço nos confins
dos EUA, para ir lá, porque
ninguém agüentava mais os
julgamentos de nazistas,
estava difícil conseguir
magistrados dispostos a
julgarem em Nuremberg. O
mundo girava, os tempos
mudavam e todos queriam
mesmo era esquecer a guerra.
Principalmente os alemães.
Tanto que Marlene Dietrich
protagonizou uma alemã
"civilizada" que procurou
infundir no jurista a idéia
de que nem todos os alemães
eram bárbaros cruéis e
tentou comprar o juiz com
seu charme refinado.
Elenco:
.Spencer
Tracy (Juiz Dan Haywood)
-
Burt Lancaster (Dr.
Ernst Janning) -
Richard Widmark (Coronel
Tad Lawson) - Marlene
Dietrich (Madame Bertholt) -
Maximilian Schell (Hans
Rolfe) - Judy Garland (Irene
Hoffman Wallner) -
Montgomery Clift (Rudolph
Petersen) - Ed Binns
(Senador Burkette)
Werner Klemperer (Emil Hahn)
- Torben Meyer (Werner
Lammpe) - Martin Brandt (Friedrich
Hofstetter) -
William Shatner (Capitão
Harrison Byers)
Comentários e Curiosidades:
Julgamento em Nuremberg”
(1961) é uma obra ímpar, com
um elenco soberbo, um
roteiro tocante e um tema de
profunda seriedade, expondo
corajosamente o grande
dilema entre a aplicação da
justiça sobre os juízes
nazistas responsáveis pela
condenação de milhões de
pessoas inocentes na 2ª
Guerra Mundial.
O grande suporte desse filme
obrigatório, é sem dúvida, o
seu elenco formidável. Das
11 indicações ao Oscar que o
filme recebeu, 4 foram só na
categoria de atuação.
Maximilian Schell (1930),
como o advogado de defesa
Hans Rolfe, levou a
estatueta de melhor ator; o
veterano Spencer Tracy foi
indicado a melhor ator e
dois dos maiores nomes de
Hollywood que nunca ganharam
o prêmio foram preteridos
pela dupla de coadjuvantes
George Chakiris - Rita
Moreno, de “Amor, Sublime
Amor” (61). Os dois são
simplesmente, Montgomery
Clift (1920-1966) e Judy
Garland (1922-1969). Clift
está estupendo como o alemão
Rudolf Petersen e atua por
cerca de 17 minutos, mas com
uma intensidade poucas vezes
vistas. Um grande erro da
Academia. Judy Garland atua
menos de 15 minutos, mas
como o papel chave de Irene
Hoffman que é convencida a
testemunhar contra o juiz
Ernst Janning (Burt
Lancaster), que passa boa
parte do filme calado, mas
quando faz alguma
intervenção é sempre
marcante. Destaque para a
memorável cena final em que
Lancaster contracena com
Tracy, um duelo de titãs.
Ainda brilham, Richard
Widmark numa atuação muito
inspirada e uma charmosa
Marlene Dietrich, que
encanta quando traduz um
trecho da canção “Lili
Marlene”.
O filme ainda concorreu a
melhor filme, diretor (Kramer),
fotografia (Ernest Laszlo),
figurino (Jean Louis),
edição (Frederic Knudtson),
direção de arte (George Milo
e Rudolph Sternad) e ganhou
na categoria de roteiro
adaptado para Abby Mann que
escreveu de sua própria
peça.
No discurso final do
advogado de defesa, ele
atribui também culpa pelo
Holocausto promovido pelo
governo alemão a Rússia, ao
Vaticano, a Winston
Churchill e aos industriais
americanos, todos que de
alguma forma contribuíram ou
não impediram que a situação
se agravasse. O que merece
ser refletido, afinal o
mundo conheceu um louco
chamado Adolf Hitler, mas
que foi auxiliado por alguns
outros e, o mais grave, por
outros que esperavam lucrar
com a situação sem pensar
nas atrocidades que seriam
cometidas. Portanto, o filme
de Stanley Kramer é um
recado para a humanidade
evitar novos conflitos
mundiais, ainda mais
iminentes na atual situação
econômica, política e social
que o planeta atravessa,
onde centenas de milhões de
pessoas vivem sem nada,
enquanto uma minoria detém
toda a riqueza do planeta.
E, naquela época, os
recursos naturais não
estavam tão escassos quanto
nos dias atuais, o que ainda
pode ser mais um agravante
para o novo milênio que se
inicia. Vale pensar. (Fonte:cinemaemcena)