Além do
Arco-íris
– conto
romântico – segunda parte –
Oriza
Martins
Segunda
Parte
Álvaro, inebriado e confuso, já nem prestava mais
atenção à melodia, parecia-lhe ouvir a música ao longe.
Procurando refazer-se do susto, foi-se aproximando sem tirar
os olhos da jovem, surpreso por vê-la ali, ao piano, numa
execução tão harmoniosa.
Carol percebeu sua presença e olhou para ele,
com frieza, continuando a música, placidamente, como se já o
aguardasse.
A reação de Álvaro não passara despercebida aos
amigos - que o fitavam, curiosos.
Aos acordes finais, Carol e Álvaro permaneceram
ali, frente a frente, sem dizer nada, enquanto os amigos se
aproximavam e Nestor fez as devidas apresentações.
– Tininha, este é o Álvaro. Álvaro, esta é a
Tininha... mas, ao que parece, vocês já se conhecem, estou
certo? – perguntou Nestor.
– Sim – respondeu Álvaro, olhando-a com ternura.
– Só que eu a conheço por Carol...
– Tininha é meu apelido – esclareceu Carol, com
voz macia e firme. – Usado entre amigos e íntimos.
– Posso saber de onde se conhecem? – perguntou
Lucinda com um tom de voz que denotava curiosidade em saber
que espécie de ambiente freqüentavam em comum.
– Ele é cliente da livraria de meu tio –
apressou-se em dizer Carol.
– Ah... bom... está explicado – sussurrou
Lucinda, elevando as sobrancelhas, com sarcasmo.
Carol e Álvaro entreolharam-se com desconforto
diante da velada insinuação de Lucinda.
A essa altura, as pessoas movimentavam-se pelo
salão, servindo-se das iguarias oferecidas pelos anfitriões,
enquanto assediavam os membros do conjunto, o que causou
necessariamente um distanciamento entre ambos. Álvaro
permanecia em silêncio, envolvido em pensamentos vários. De
repente, veio-lhe à mente tudo que fora comentado sobre
Tininha, a sua amada Carol: a tragédia familiar, os
mexericos... e agora, com a revelação desse dom musical, ele
compreendeu que ela lhe era praticamente uma estranha,
embora a amasse profundamente.
O restante do tempo prosseguiu-se entre
execuções várias de músicas e conversas gerais, com o sarau
se estendendo pela noite. Carol não se desprendia em nenhum
momento dos amigos músicos ou da amiga Amelinha, o que
impossibilitava a Álvaro dirigir-lhe a palavra em
particular, aumentando a ansiedade do rapaz. Ele percebia
uma intencional frieza por parte dela e perguntava-se o
porquê de tal distanciamento.
Álvaro permaneceu quase o tempo todo em
silêncio, apenas conversando uma ou outra vez com o Sr.
Wilton, tio de Carol, proprietário da livraria onde haviam
se conhecido. O Sr. Wilton possuía uma chácara na
localidade, à beira-mar, onde passava várias temporadas
durante o ano com a família. Álvaro compreendeu, então, por
que não localizara a jovem pela manhã na pousada.
Durante o sarau, ele conheceu Amelinha e ficou
tentado saber mais informações sobre a vida de Carol-Tininha,
mas a amiga, provavelmente de sobreaviso, esquivou-se de
entabular uma conversa mais esclarecedora.
Terminado o sarau, Álvaro se ofereceu para
levar Carol à chácara, mas ela preferiu ir com o próprio
tio. No dia seguinte, entretanto, decidido a ter uma
conversa esclarecedora com ela, Álvaro foi procurá-la.
A chácara um local extremamente aprazível, de
frente para o mar, ladeada pela Mata Atlântica. Carol
recebeu-o na varanda.
Interpelada sobre o motivo de seu comportamento
em relação a ele, Carol revelou que ouvira a conversa dele
com os amigos, na pousada, e que aquelas palavras
proferidas por Mariano martelavam-lhe a mente: "se a
promiscuidade for uma condição hereditária, pobre de quem se
casar com a herdeira da falecida."
- Eu
ouvi perfeitamente o comentário de Mariano – disse Carol. -
E você concordou com essa infâmia! Só que não sabia que se
referia a minha pessoa... mas eu sabia. E isso era
suficiente.
Álvaro, mortificado, apressou-se em pedir
desculpas:
- Perdoe-me, por favor, me perdoe. Foi um momento
infeliz... eu falei sem pensar. Quero me redimir dessa
infelicidade. Eu nem sei por que agi daquele modo, foi quase
inconsciente...
- Inconsciente?... Foi inconseqüente! – exclamou
ela.
- Concordo. Fui inconseqüente... e estou aqui,
humildemente, pedindo-lhe desculpas. Você, na praia, revelou
que me ama... confessou de uma forma tão intensa... – disse
ele, em tom de súplica. – Não estava sendo sincera? Se me
ama de verdade, não pode me perdoar?
- Vou
sublimar este meu sentimento – respondeu Carol, séria. - E
se não conseguir, conviverei com ele passivamente;
cultivarei meu próprio sentimento. Sempre tive em mente que
só realizaria o meu amor com quem o merecesse...
- E eu
não o mereço, suponho, pelo que você insinua.
Ela não
respondeu. Permaneceu calada, dando-lhe as costas.
Álvaro
ressentiu-se:
- Tudo
bem. Fique então em sua redoma de vidro... senhorita! E
queira me desculpar pelo tempo que lhe tomei.
Dito isto, desceu as escadas da varanda e
retirou-se contrariado, pisando firme.
Carol voltou-se e ficou vendo-o afastar-se,
imersa em sentimentos contraditórios...
* * *
De volta ao solar, mais calmo, Álvaro - que já
se sentia incomodado por haver saído tão intempestivamente
da chácara -, encontrou os amigos conversando no pátio, sob
as árvores, e logo percebeu que havia uma certa animosidade
entre Nestor e Mariano.
Rita acercou-se de Álvaro, esclarecendo:
- Eles estão discutindo por causa da Tininha. O
Mariano começou a fazer mais insinuações sobre ela e o
Nestor não gostou.
- Insinuações? – que tipo de insinuações? –
perguntou ele, intrigado.
- Ah... aquelas de sempre... que mulher ligada à
música é muito liberada... que deve até ser muito fácil...
que tal mãe tal filha...
Álvaro sentiu o sangue ferver nas veias. Chegou-se
próximo aos irmãos que discutiam. Mariano, ao vê-lo,
saudou-o com sarcasmo:
- Ah, alô, Álvaro!
Ainda
bem que você chegou. Venha dizer se não tenho razão. Essa
Tininha, amiga do Nestor, que gosta tanto de se exibir, de
tocar instrumentos em meio aos homens... não dá pra
desconfiar da amizade dela com o tal compositor J.Lorca?
Somente ela tem acesso às partituras dele... quem sabe até
se não são amantes?...
Álvaro sentiu o sangue ferver nas veias e, em
resposta, partiu para cima de Mariano e deu-lhe um soco no
rosto. Tomado de surpresa, Mariano falseou e acabou por
cair, mas levantou-se em seguida, revidando a agressão. Por
alguns momentos ambos continuaram agredindo-se, socando-se,
até que os demais presentes interferiram, pondo um fim ao
conflito.
Álvaro, com um fio de sangue escorrendo-lhe da
boca, respirando sôfrego, subiu ao quarto, de onde voltou,
minutos depois, trazendo seus pertences. Mariano, também
ferido, já se havia retirado. Rapidamente, Álvaro
despediu-se dos presentes, enviando um pedido de desculpas a
Dona Ana, e rumou para São Paulo.
Os dias seguintes para foram para ele de
angústia e ansiedade. A despedida de Carol... a cena com
Mariano... o receio de tê-la perdido para sempre... a
lembrança do beijo na praia...
Milhares de vezes, Álvaro reviveu aquele beijo,
aquele abraço, o calor de seus lábios, o perfume de seus
cabelos. Ele, que anteriormente já se torturava tanto com a
mera lembrança daquela figura amada, agora vivia uma
paradoxal situação de prazer e dor. Antes, Álvaro apenas
imaginava como seria tê-la nos braços. Agora, entretanto,
após provar aqueles arrebatadores momentos e, sabedor de sua
recusa, tinha consciência de que seria muito mais difícil
enfrentar as horas insones das madrugadas, o suplício de não
poder estar com ela.
* * *
Nas semanas que precederam o Natal, Amelinha
visitou Carol em São Paulo, onde ambas conversaram sobre os
últimos acontecimentos. Amelinha relatou, então, a discussão
ocorrida entre Álvaro e Mariano, no solar, revelada a ela
por um amigo em comum que testemunhara o ocorrido.
- Foi
uma briga feia! – disse Amelinha. - Quando Mariano se
referiu a você com aquelas insinuações duvidosas, Álvaro
partiu para cima dele e o esmurrou na frente de todos!
Mariano revidou, disse mais algumas ofensas e a cena se
tornou bem violenta. Ao que parece, eles cortaram relações e
Álvaro foi embora do solar imediatamente.
Carol
ouvia, em silêncio.
Veja bem
- continuou Amelinha –, ele a defendeu na frente de todos!
- Sim, me defendeu... – disse Carol -, mas isso
não anula o fato de que já havia me decepcionado antes.
- Ora, por Deus! – rebateu Amelinha. – Esqueça
isso! Ele já se desculpou! Quanto orgulho de sua parte! Sabe
o que você me lembra? Sabe que a história de vocês não me é
estranha? Acho que já li algo semelhante em um famoso livro
de Jane Austen... - concluiu, sorrindo.
Carol correspondeu ao sorriso:
-
Ah! Ah! Ah!
Orgulho
e Preconceito...
também
já me senti revivendo a saga.
- Isso prova que as histórias de amor são
semelhantes, com os mesmos ingredientes, em qualquer
tempo... Só vamos conferir como esta vai terminar.
- Quem disse que já não terminou? - ironizou
Carol.
- Eu digo. Acredito que ainda não terminou. E
estou torcendo por um final feliz. Esta é uma história de
amor. De amor e de perdão. Mas vocês dois, como no livro de
Jane Austen, são ambos teimosos, turrões. Ou melhor, você -
muito mais do que ele! Parece um poço de rancor!... Que
lástima. Mas não se esqueça de que só se vive uma vez...
então, deve-se viver o melhor possível! Não vale a pena
sacrificar tão grande sentimento por um momento de orgulho
ferido e se afundar em tristeza. Procurem se acertar,
esclarecer as dúvidas, desfazer as diferenças. Lembre-se: a
cada minuto que você passa triste, você deixa de viver
sessenta felizes segundos... Pense nisso!...
À noite,
revirando-se no leito, Carol não se cansava de pensar nas
palavras e conselhos de Amelinha.
* * *
Após
algumas semanas, não mais suportando a saudade de Carol,
Álvaro procurou reaproximar-se dela, voltando a freqüentar a
livraria. Ela o tratava educadamente, mas com uma relativa
indiferença. No fundo, entretanto, seu coração dilacerava-se
de amor.
Numa
oportunidade em que estavam a sós, Álvaro abriu-se com Carol:
-
Eu já tive oportunidade de lhe pedir desculpas. Agora, não
estou pedindo que me aceite... apenas que aceite a minha
amizade, que eu me conformarei em apenas vê-la de vez em
quando...
Álvaro
havia travado conhecimento com o tio da jovem e ambos
passaram a fazer negócios, com o rapaz servindo-se de
trabalhos da editora para confecção de rótulos e publicações
divulgadoras das empresas de sua família. Isso facilitou a
solidificação de uma amizade com o Sr. Wilton, que o
convidou a visitar sua casa várias vezes. Nessas
oportunidades, Álvaro encontrava Carol ao piano, treinando.
Então ele compreendeu por que muitas vezes não a encontrava
na livraria.
Com o
passar do tempo, à medida que via aumentar sua necessidade
de estar ao lado dela, também surgia-lhe um sentimento
dúbio, de ciúme. Perguntava-se se ela não teria alguém em
segredo... talvez o tal compositor J. Lorca, como insinuara
Mariano... mas e o amor declarado por ela? Talvez fosse
volúvel... a semente da dúvida germinava, poderosa, em seu
íntimo, a tal ponto que Álvaro decidiu investigar quem seria
o misterioso compositor J.Lorca. Contratando um investigador
particular, Álvaro, certo dia, recebeu o resultado das
investigações:
- Não
consegui localizar o tal J. Lorca – disse o investigador. –
Ninguém o conhece pessoalmente. Deve ser pseudônimo de
alquém que quer se esconder. Um outro compositor, alguém
poderoso ou até mesmo... uma mulher... quem sabe.
Uma
mulher...
Álvaro,
repentinamente, começou a compreender a verdade. Tendo em
sua frente o relatório das investigações, olhando fixamente
para o nome de J.Lorca, percebeu:
- Meu
Deus! É isso... “Lorca’ é um anagrama da palavra “Carol”. J.
Lorca não existe... ele e Carol são a mesma pessoa... É por
isso que só Carol consegue ter as partituras dele... e a
editora do tio é quem publica as partituras... está tudo
explicado!
Essa
constatação também fez com que Álvaro compreendesse que
Carol usava o pseudônimo J.Lorca porque não queria se
tornar conhecida... e agora, com a investigação, ele havia
desvendado seu segredo, promovendo uma verdadeira
intromissão em sua vida particular...
Na tarde seguinte, Álvaro foi até a residência
de Carol, para explicar-se e, mais uma vez, se desculpar,
encontrando-a como de hábito, ao piano, executando “Lua
Branca”. Ele ficou em silêncio, imaginando que essa melodia
– que havia sido a primeira a ouvi-la tocar – também agora
poderia se tornar a última.
– Estou aqui para, mais uma vez, lhe pedir
perdão – disse ele –, quase balbuciando, com o olhar
entristecido, sem coragem de encará-la. – Talvez desta vez
eu acabe por perder para sempre a esperança de ter você, mas
quero, pelo menos, poder me desculpar.
Carol permaneceu em silêncio por alguns minutos
e, por fim, encarando Álvaro, indagou-lhe, com firmeza:
– Você... já sabe, não é?
Álvaro compreendeu a que ela se referia.
Parecia-lhe que a jovem possuía um sexto sentido. Estava
sempre se adiantando aos fatos. Compreendeu que Carol
descobrira a investigação que ele promovera.
– Do seu segredo? Sim. Eu sei. E estou
envergonhado pela forma como descobri. Gostaria de poder me
justificar. No fundo, fui movido pelo ciúme. Não suportava
mais sua indiferença. Plantaram-me dúvidas no espírito e eu
precisava saber a verdade, se não enlouqueceria. Foi uma
atitude torpe. Só agora percebi a extensão de minha falta.
Se você usava o pseudônimo J.Lorca é porque desejava
preservar sua intimidade... e agora, por minha culpa, outras
talvez outras pessoas estejam de posse de seu segredo... Por
favor, me perdoe. Pode me expulsar de sua vida, mas queira
me dar o seu perdão...
Carol ouvia pacientemente as explicações de
Álvaro, mas suas feições não denotavam raiva, nem decepção,
ao contrário, a situação parecia de algum modo diverti-la.
Carol revelou-lhe, então, como descobrira tudo. Ela o soube
assim que percebeu uma certa movimentação do investigador
perguntando pelo suposto compositor J. Lorca e ficou
imaginando quem teria interesse em ir tão fundo no assunto.
Concluindo que deveria ter sido Álvaro, envolveu o
investigador em seu próprio jogo, alegando que J.Lorca era o
pseudônimo como compositor de um figurão dos altos escalões
da política, muito poderoso, e que poderia haver retaliações
sérias quanto àquela invasão de privacidade. Carol dobrou os
honorários que o investigador receberia de Álvaro e
conseguiu sua palavra de que silenciaria para sempre sobre o
assunto.
– Então, pode ficar tranqüilo... meu segredo
está a salvo... a menos que você próprio o revele por aí...
– concluiu com um leve sorriso.
Álvaro, que estivera até então mortificado pelo
remorso em sua presença, começou a sentir um intenso alívio
interior. O semblante complacente de Carol reacendia-lhe uma
faísca de esperança.
– Está
na hora de acertarmos as nossas diferenças – disse Carol,
por fim. – Vamos pôr um basta em tantos desencontros...
– Você... está me dando alguma esperança? –
perguntou, emocionado.
Carol simplesmente aproximou-se dele com um
sorriso carinhoso e, erguendo o braço direito, passou a mão
delicadamente por seu rosto, têmporas, enquanto Álvaro
fechava os olhos como se desejasse apreender infinitamente
aquele instante.
– Meu tolinho amado... – sussurrou ela. – Nós
estamos vivendo uma história de amor... de amor e de
perdão... Não vamos, por orgulho, por nada, deixar de viver
esta oportunidade tão especial. Não vamos, por tolices, por
falta de diálogo, colocar nossa felicidade além do
arco-íris...
Tomado por uma sensação de arrebatadora
surpresa, Álvaro tomou-a nos braços, selando-lhe os lábios
com um beijo tão carregado de paixão quanto de redenção, e
disse, por fim, fitando-a nas profundezas do olhar:
–Concordo com você, meu anjo amado. Esta é uma
história de amor, de perdão... e de esperança. Dessa mesma
esperança que foi minha companheira nos últimos meses... E
nós não vamos colocar a felicidade nem além, nem aquém
arco-íris. Vamos construir juntos um arco-íris interior e
depositar nele a felicidade, que estará sempre a nosso
alcance..
E, lembrando-se dos dons musicais de sua amada
Carol, ele completou:
– Não será um arco-íris não apenas colorido, mas
musical também. Um arco-íris lindamente colorido, apaixonado
e melodioso...
Poucas semanas depois, Álvaro e Carol se
casaram na capela da aldeia e decidiram passar a lua-de-mel
nas proximidades, num bucólico recanto à beira-mar. Foram
dias inesquecíveis, de intensa paixão.
– Você não gostaria de desvendar o pseudônimo de
J. Lorca para o mundo? Revelar a todos que é você a
compositora? - indagou ele.
– Em absoluto. O que desejo é apenas preservar a
minha privacidade, a nossa intimidade. Não tenho pretensão
de me tornar uma pessoa famosa. Gosto de distribuir e
compartilhar as emoções da música, mas não sinto necessidade
de reconhecimento público.
- Bem... o tempo indicará os caminhos - comentou
ele. - Eu, de minha parte, teria o maior orgulho em mostrar
ao mundo que a mulher que amo é alguém tão talentosa.
- Você teria orgulho disso... mas sua família,
não - alfinetou ela.
Ele sorriu:
- Minha família... minha família... é você! –
sussurrou em seu ouvido, beijando-a apaixonadamente e
ergueu-a nos braços, depositando-a sobre o leito, entre
afagos, carícias incandescentes, arroubos de paixão e
emoção...
...enquanto lá fora o vento sacudia as
palmeiras, ao som das ondas do Atlântico, esparramando uma
deliciosa aragem noturna que entrava pelo aposento a embalar
as cortinas... romanticamente...
©
Oriza Martins -
São Paulo,
2008
***
Este conto,
inspirado no livro “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen,
é uma homenagem
à própria autora - que escrevia romances
maravilhosos sem se identificar, assinando simplesmente
“by a Lady”.
***
Você
está ouvindo a música-tema deste conto, a canção “Lua
Branca”, de Chiquinha Gonzaga.