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Saúde
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Lembramos sempre que é fundamental a
orientação de seu médico.
Osteoporose:
novidade para combater o mal
A osteoporose e o
conseqüente enfraquecer dos ossos fazem parte da vida de
pelo menos uma em cada três mulheres com mais de 50
anos. A batalha contra este problema acaba de ganhar um
reforço bastante substancial: o Fortéo, medicamento
produzido pelo laboratório Eli Lilly capaz de estimular
a formação óssea e tratar a osteoporose em estágios
avançados.
No decorrer da vida, os
ossos de uma pessoa estão sempre passando por um cíclico
processo de degeneração e construção. As células
denominadas osteoclastos destroem a massa óssea e os
osteoblastos regeram. Com o passar dos anos,
especialmente depois que as mulheres entram na
menopausa, o ritmo das células construtoras vai
diminuindo. O desequilíbrio desse mecanismo resulta na
doença dos ossos fracos, a tal osteoporose. Em homens a
doença é bem mais rara: cerca de 10% desenvolvem-na a
partir dos 65 anos de idade.
Até o surgimento do Fortéo,
os tratamentos da osteoporose eram a base de
anti-reabsortivos, remédios que retardam ou estacionam a
perda de massa óssea. ``O Fortéo é um remédio único
porque aumenta a densidade mineral-óssea, diminuindo os
riscos de fraturas``, diz o endocrinologista João
Lindolfo, especialista em metabolismo ósseo e diretor da
Sociedade Internacional de Desintometria óssea e da
Sociedade Brasileira de Endocrinologia.
Aprovado
pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o
remédio começou a ser comercializado no Brasil no começo
deste mês, embora já fosse importado dos Estados Unidos,
onde foi lançado há quase um ano.
Segundo informações do
laboratório Eli Lilly, o tratamento de dois anos com
Fortéo reduz o risco de fraturas vertebrais graves em
90% e a diminui o risco relativo do total de fraturas
não vertebrais (pulso, costelas, quadril, tornozelo e
pés) em 53%.
Não sabemos dos
efeitos do Fortéo a longo prazo, mas pode-se dizer
que é uma luz muito importante no horizonte``,
sentencia João Lindolfo. Nessa fase de consolidação
do novo medicamento, os efeitos colaterais apontados
são raros e leves, limitando-se a caimbras e, em
pouquíssimos casos, cálculo renal.
Uma das desvantagens
do Fortéo está na aplicação, que é injetável. Ele é
administrado através de uma caneta descartável e
deve ser armazenado sob refrigeração.
Apesar das
perspectivas animadoras, o embate Fortéo versus
osteoporose tem um empecilho: o preço. Segundo João
Lindolfo, ``O preço médio do novo remédio está em
torno de R$ 2,8 mil, enquanto os medicamentos
tradicionais são bem mais em conta. Não se gasta por
ano o que se gastaria por mês com o Fortéo``.
A prevenção deve
começar cedo. Apesar de a osteoporose atingir com
muito mais freqüência as pessoas com mais de 50
anos, ela deve ser prevenida desde cedo. ``As
pessoas devem pensar na prevenção como uma espécide
de `aposentadoria`. Se acumularem reservas de cálcio
ao longo da vida, sofrerão menos as perdas com o
avanço da idade, que faz com que o desgaste dos
ossos seja maior``, observa o médico
endocrinologista Luiz Henrique Gregório.
Basicamente, a prevenção deve ser feita em três níveis:
limentação rica em cálcio e Vitamina D:
Nossos ossos são feitos de cálcio. Por
isso, este é um nutriente fundamental para a saúde. Outro nutriente que
não pode faltar é a vitamia D, que auxilia o organismo a absorver o
cálcio. Os alimentos ricos em cálcio e Vitamina D são:
Leite e derivados (iogurte, queijo etc);
Folhas verdes (alface, agrião, espinafre
etc);
Peixes de águas profundas (salmão,
sardinha etc);
Derivados da soja;
Evitar o excesso de álcool e de cafeína
(cinco xícaras de café por dia são o máximo permitido);
Um cuidado extra é tomar sol, que ajuda na
produção da vitamina D. No Brasil, que é um país ensolarado, apenas uma
caminhada ao ar livre todos os dias pode suprir a necessidade. Mas as
pessoas com dificuldades de locomoção devem dar um jeito de tomar um
pouco de sol, todos os dias.
Veja aqui uma ótima dica
para manter-se bem
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