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ASMA -> Principais Drogas Utilizadas Os medicamentos utilizados no tratamento
da asma podem ser genericamente divididos em dois grandes grupos: os agentes
Agentes Antiinflamatórios Corticosteróides: Os antiinflamatórios
interrompem o desenvolvimento da inflamação brônquica
e têm uma ação profilática.
1. Interferência no metabolismo do ácido araquidônico e na síntese de leucotrienos e prostaglandinas. 2. Prevenção da migração e ativação das células inflamatórias por inibição das citoquinas. 3. Aumento da responsividade dos beta-receptores da musculatura lisa dos brônquios. Os CS podem ser administrados por via parenteral, oral ou inalatória. Durante a última década, a administração de cursos rápidos de corticoterapia oral e parenteral no tratamento dos quadros de exacerbação aguda grave passou a ser muito mais freqüente devido à introdução do uso dos corticosteróides inalatórios que permitiram a redução do uso prolongado de CS, facilitando o desmame da corticoterapia oral, que deve ser iniciada por ocasião da exacerbação e retirada progressiva em 2 ou 3 semanas, para evitarmos os efeitos colaterais indesejáveis. A administração de corticosteróides
inalados por várias semanas pode inibir as fases imediata e tardia,
após o
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Por todos os motivos acima citados
os CS inalatórios são um tratamento estabelecido e preconizado
como droga de primeira
Os principais trabalhos clínicos analisando o uso de CS inalatórios costumam comparar o uso de baixas doses (400 µg/dia) e altas doses (800 a 2.000 µg/dia) de corticosteróides inalatórios. Alguns estudos de curta duração mostraram benefício com a utilização de altas doses e outros não. Os estudos prolongados têm conseguido evidenciar os benefícios do CS inalatório.
Os riscos são extremamente
baixos e os trabalhos consideram irrelevantes os efeitos sistêmicos
detectados com o uso de
- Dipropionato de beclometasona (Beclosol 250 ®, Clenil F ®)- 250 mcg/ inalação) - Flunisolida (Flunitec ® 250 mcg/inalação) - Fluticasona (Flixotide ® - 50 e 250 mcg/inalação) - Budesonida (Pulmocort ® 200 mcg/inalação - pó) Drogas antiinflamatórias não-hormonais: Têm mais efetividade na asma leve.
Cromoglicato de sódio:
É uma droga não-esteróide que atua na asma. Atua estabilizando
e impedindo a liberação de
Cetotifeno: Outra droga profilática
com atividade anti-histamínica (Asmen ®; Zaditen ®). Parece
ser mais efetiva na asma
Agentes Broncodilatadores
Beta-adrenérgicos agonistas:
Têm seu uso descrito desde o início do século, são
drogas que relaxam a musculatura das
Na última década foram
introduzidos os beta-2 adrenérgicos de longa duração
(12 horas): salmeterol (Serevent spray ®;
Metilxantinas: Usadas desde
os anos 1920, a teofilina é a principal xantina usada no tratamento
da asma; é um
In vitro, a teofilina inibe a fosfodiesterase,
uma enzima que catalisa a quebra do AMP-cíclico. As xantinas inibem
várias
A dosagem de teofilina é muito
criteriosa e deve ser ajustada a cada caso, como nos pacientes cardíacos,
hepatopatas,
Os efeitos adversos das xantinas incluem
nervosismo, insônia, tremor, anorexia, náuseas, dor de cabeça,
dispepsia,
Atualmente temos à disposição
as teofilinas de ação prolongada de 100, 200 e 300 mg (TalofilinaR;
Teolong ®; Teofilina ®
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Anticolinérgicos: A
terapia anticolinérgica é a mais antiga forma de broncodilatadores
para asma. Quando inalada, produz
Outro derivado anticolinérgico
é o brometo de ipratrópio (Atrovent ® - solução
para inalação:0,250-0,500 mg/20-40 gts/
Tratamento das Exacerbações Agudas Graves Quadro 5. Esquema de atendimento de exacerbação aguda de asma em adultos. Avaliação inicial 1. História: enfocando a exacerbação atual. 2. Exame físico: ausculta pulmonar, uso de musculatura acessória, freqüência cardíaca. 3. Avaliação objetiva da obstrução através da medida do PFE ou VEF1. 4. Gasometria arterial e ou oximetria em pacientes extremamente dispnéicos.
Tratamento Inicial 1. Beta-2 agonista por via inalatória.
Deve ser dada preferência ao
uso de aerossol pressurizado com espaçador, sendo que a administração
deve ser vigiada por
dose: 200 µg de salbutamol a cada 10 minutos até alívio dos sintomas. 2. Alternativa: Inalação com soro fisiológico e beta-2 agonista (SF 5 ml + Berotec ® 10 gts) até 3 vezes em 90 minutos. ou beta-2 agonista subcutâneo - até 3 doses em 90 minutos.
3. Suplementação de
oxigênio: em hipoxêmicos pela gasometria arterial ou para os
pacientes controlados com oxímetro
4. Para os tomadores crônicos de corticóide oral, iniciar corticoterapia por via parenteral. Após 15 a 20 minutos da terapêutica inicial devemos observar a resposta: Boa Resposta História e exame físico: melhora dos sintomas, desaparecimento dos sibilos e dispnéia PFE ou VEF1 70% do basal (basal = melhor valor de PFE para o paciente estável ou previsto)
Conduta: Dispensar o paciente com
corticosteróide oral com doses decrescentes em 3 semanas, medicação
de alívio,
Resposta Incompleta Sibilos discretos ou falta de ar leve PFE ou VEF 1 > 40% mas < 70%-
Conduta: Continuar beta-2 agonista
inalatório cada hora, iniciar corticoterapia injetável (metilprednisolona
60 mg EV).
Estado de mal asmático: crise de dispnéia, tosse e chiado, que não cede com terapêutica broncodilatadora habitual. Má Resposta Persistência dos sibilos e falta de ar, PFE < 40%
Conduta: Recomendar internação.
Continuar beta-2 agonista inalatório cada hora, iniciar corticoterapia
injetável
Reavaliação em casos de estado de mal asmático 1. RX tórax 2. PFE ou VEF1 3. Gasometria arterial (quando não realizada anteriormente) 4. Hemograma e dosagem de K Insuficiência respiratória
Intenso desconforto respiratório,
distúrbio de consciência, agitação, sibilos
intensos ou "silêncio torácico" PFE < 25% e
Conduta: Recomendar internação
em UTI, mesma prescrição de má resposta, possível
intubação e ventilação mecânica.
Avaliação de existência
de complicações, tais como pneumonia, pneumotórax,
cisto perinsuflado, atelectasias, infecção de
Prescrição dos pacientes internados. Manter beta-2 inalatório por pressurizador ou inalação a cada 4 horas, respeitando o período de sono.
Metilprednisolona 60 mg EV 6/6 h por
3 dias, se houver melhora do quadro, programar doses decrescentes e passar
para
Manter xantina em infusão contínua até remissão dos sintomas, introduzir xantina oral antes da retirada da droga EV. Manter brometo de ipratrópio 6/6 h nas fases iniciais.
Hidratação de secreção e fisioterapia respiratória s/n
Tratamento das complicações |
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