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Saúde - Asma
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Principais Drogas
Utilizadas
Os medicamentos utilizados no tratamento
da asma podem ser genericamente divididos em dois grandes grupos: os agentes
antiinflamatórios também
conhecidos como agentes de primeira linha, ou profiláticos, e os
broncodilatadores, também
chamados de sintomáticos ou
medicação de alívio.
Agentes Antiinflamatórios
Corticosteróides: Os antiinflamatórios
interrompem o desenvolvimento da inflamação brônquica
e têm uma ação profilática.
Os corticosteróides (CS) são
freqüentemente utilizados no tratamento da asma por sua potente ação
antiinflamatória. Os CS sistêmicos afetam o tráfego
celular, induzindo rápidas alterações no sangue periférico,
aumento de neutrófilos e queda de linfócitos, monócitos,
eosinófilos e basófilos. A ação antiinflamatória
é devida à inativação das células endoteliais,
impedindo a migração de neutrófilos,
e também à inibição da migração
de outras células dos vasos para os tecidos. Os CS também
têm intensa ação sobre
a produção de substâncias que provocam inflamação
(mediadores pró-inflamatórios). Eles inibem a produção de IL-1, colagenase,
elastase e ativador do plasminogênio. O CS estimulam a formação
de proteínas tais como a lipocortina que inibe a fosfolipase
A2, enzima essencial para o metabolismo do ácido araquidônico
e seus produtos inflamatórios. Estimulam também
a síntese protéica de expressão dos beta-adrenorreceptores.
Assim sendo, os principais
mecanismos de ação
do CS na asma são: 1. Interferência no metabolismo
do ácido araquidônico e na síntese
de leucotrienos e prostaglandinas.
2. Prevenção da migração
e ativação das células inflamatórias por inibição
das citoquinas.
3. Aumento da responsividade dos beta-receptores
da musculatura lisa dos brônquios.
Os CS podem ser administrados por
via parenteral, oral ou inalatória. Durante a última década,
a administração de cursos
rápidos de corticoterapia
oral e parenteral no tratamento dos quadros de exacerbação
aguda grave passou a ser muito mais
freqüente devido à introdução
do uso dos corticosteróides inalatórios que permitiram a
redução do uso prolongado de CS,
facilitando o desmame da corticoterapia
oral, que deve ser iniciada por ocasião da exacerbação
e retirada progressiva em 2
ou 3 semanas, para evitarmos os efeitos
colaterais indesejáveis.
A administração de corticosteróides
inalados por várias semanas pode inibir as fases imediata e tardia,
após o
desencadeamento com alérgeno,
e diminuir a hiper-responsividade brônquica à histamina e
metacolina.
Por todos os motivos acima citados
os CS inalatórios são um tratamento estabelecido e preconizado
como droga de primeira
linha no tratamento da asma; seu
sucesso é baseado na sua alta potência local combinada com
baixa biodisponibilidade
sistêmica, permitindo a redução
de outras drogas principalmente os corticosteróides orais. Essas
vantagens são conseguidas
com baixa incidência de efeitos
indesejáveis, como candidíase oral ou disfonia. Para evitar
esse efeitos adversos é
recomendada a utilização
de espaçadores de grande volume ou do tipo jet para reduzir a deposição
oral e a higiene oral após a administração do
medicamento.
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Os principais trabalhos clínicos
analisando o uso de CS inalatórios costumam comparar o uso de baixas
doses (400 µg/dia) e altas doses (800 a 2.000 µg/dia)
de corticosteróides inalatórios. Alguns estudos de curta
duração mostraram benefício com a utilização de altas
doses e outros não. Os estudos prolongados têm conseguido
evidenciar os benefícios do CS inalatório.
Os riscos são extremamente
baixos e os trabalhos consideram irrelevantes os efeitos sistêmicos
detectados com o uso de
altas doses de CS inalatório
por curtos períodos de tempo. Entre os corticosteróides inalatórios
disponíveis em nosso meio,
temos:
- Dipropionato de beclometasona (Beclosol
250 ®,
Clenil F ®)- 250 mcg/ inalação)
- Flunisolida (Flunitec ® 250
mcg/inalação)
- Fluticasona (Flixotide ® - 50
e 250 mcg/inalação)
- Budesonida (Pulmocort ® 200
mcg/inalação - pó)
Drogas antiinflamatórias
não-hormonais: Têm mais efetividade na asma leve.
Cromoglicato de sódio:
É uma droga não-esteróide que atua na asma. Atua estabilizando
e impedindo a liberação de
mediadores das membranas dos mastócitos.
A administração profilática do cromoglicato de sódio
(Intal spray ® - 2 "puffs"
6/6 h) inibe a fase precoce e tardia
da constrição das vias aéreas e obstrução
aguda pós-exercício, ar frio e dióxido de
enxofre. É uma importante
terapia para o tratamento da inflamação das vias aéreas.
O cromoglicato de sódio parece não ser
efetivo na inibição
da asma noturna. Um derivado do cromoglicato é o nedocromil sódico
que age através da inibição dos
canais de cloro e consequentemente
impedindo o afluxo de Ca intracelular que permite a exocitose de mediadores
dos
mastócitos, ou seja estabilizando
as membranas citoplasmáticas. - Nedocromil sódico (Tilade
®)- 4mg (2"puffs"), 2 a 4
vezes por dia.
Cetotifeno: Outra droga profilática
com atividade anti-histamínica (Asmen ®; Zaditen ®). Parece
ser mais efetiva na asma
leve e necessita de 4 a 12 semanas
para mostrar algum efeito clínico significante.
Agentes Broncodilatadores
Beta-adrenérgicos agonistas:
Têm seu uso descrito desde o início do século, são
drogas que relaxam a musculatura das
pequenas vias aéreas e inibem
a liberação de mediadores dos mastócitos e basófilos,
bem como melhoram o batimento
mucociliar. Podem ser usados por
via oral, injetável ou inalatória (Aerolin spray ®; Aero-Clenil
spray ®; Berotec spray ®;
Brycanil Turbuhaler ®-pó).
A via preferencial de utilização é a inalatória.
Os beta-agonistas são drogas de escolha na fase
aguda da asma e na prevenção
do broncoespasmo induzido pelo exercício. Podem ocorrer reações
adversas envolvendo
principalmente o sistema cardiovascular
(queda do nível sérico de potássio ou estimulação
direta do miocárdio). Nos últimos três anos vêm se acumulando
dados na literatura associando pior controle da asma com o uso regular
de beta-2 estimulantes,
contudo ainda são necessários
mais estudos para comprovação dessas observações.
Na última década foram
introduzidos os beta-2 adrenérgicos de longa duração
(12 horas): salmeterol (Serevent spray ®;
Serevent Rotadisks ® e Formoterol
(Foradil ®), que têm se mostrado bastante eficientes no controle
sintomático,
particularmente nos casos de asma
noturna.
Metilxantinas: Usadas desde
os anos 1920, a teofilina é a principal xantina usada no tratamento
da asma; é um
broncodilatador com efeitos também
extrapulmonares; faz aumentar a contratilidade da musculatura estriada
e desta forma
reduz a fadiga muscular respiratória.
Uma outra forma de apresentação é a teofilina-etilenodiamina
(aminofilina- Aminofilina
®, na apresentação
de 100 e 200 mg), que corresponde a 85% de teofilina anidra.
In vitro, a teofilina inibe a fosfodiesterase,
uma enzima que catalisa a quebra do AMP-cíclico. As xantinas inibem
várias
isoenzimas do grupo das fosfodiesterases,
hoje sabemos que algumas isoenzimas tais como as III e IV são importantes
no
broncoespasmo e no processo inflamatório
da asma, de tal sorte que a inibição dessas isoenzimas tem
também um papel
antiinflamatório.
A dosagem de teofilina é muito
criteriosa e deve ser ajustada a cada caso, como nos pacientes cardíacos,
hepatopatas,
fumantes, crianças e obesos,
bem como em pacientes em uso de fenobarbital, rifampicina e fenantoína.
Por isso se
recomenda monitorizar a concentração
de teofilina sérica em pacientes que tenham indicação
de uso prolongado. Quando
usada em associação
com doses usuais de beta-agonistas na forma inalatória, a teofilina
pode provocar broncodilatação
adicional.
Os efeitos adversos das xantinas incluem
nervosismo, insônia, tremor, anorexia, náuseas, dor de cabeça,
dispepsia,
palpitações e diarréia;
principalmente quando o nível sérico é maior do que
20 µg/ml.
Atualmente temos à disposição
as teofilinas de ação prolongada de 100, 200 e 300 mg (TalofilinaR;
Teolong ®; Teofilina ®
), assim como as aminofilinas de
longa duração (Eufilin ®) e a bamifilina (Bamifix ®)
nas dosagens de 300 e 600 mg, com
menor incidência de efeitos
colaterais gástrointestinais.
Anticolinérgicos: A
terapia anticolinérgica é a mais antiga forma de broncodilatadores
para asma. Quando inalada, produz
broncodilatação pela
redução do tônus vagal intrínseco das vias aéreas.
Bloqueia também o reflexo de broncoconstrição
causado por irritantes inalados.
Os anticolinérgicos perdem sua importância devido a seus efeitos
colaterais como
ressecamento da secreção
respiratória, visão borrada e estimulação do
sistema nervoso e cardíaco. Embora a atropina seja o protótipo de agente anticolinérgico,
ela é usada infreqüentemente porque é facilmente absorvida
no trato respiratório e digestivo e está associada
a indesejáveis efeitos adversos sistêmicos. Contra-indicados
em glaucomatosos e portadores de
hipertrofia prostática.
Outro derivado anticolinérgico
é o brometo de ipratrópio (Atrovent ® - solução
para inalação:0,250-0,500 mg/20-40 gts/
1-2 ml a cada 4 ou 6 horas), com
pouca biodisponibilidade quando inalado, e por isso tem poucos efeitos
atropínicos.
Tratamento das Exacerbações
Agudas Graves
Quadro 5. Esquema de atendimento de
exacerbação aguda de asma em adultos. Avaliação
inicial
1. História: enfocando a exacerbação
atual.
2. Exame físico: ausculta pulmonar,
uso de musculatura acessória, freqüência cardíaca.
3. Avaliação objetiva
da obstrução através da medida do PFE ou VEF1.
4. Gasometria arterial e ou oximetria
em pacientes extremamente dispnéicos.
Tratamento Inicial
1. Beta-2 agonista por via inalatória.
Deve ser dada preferência ao
uso de aerossol pressurizado com espaçador, sendo que a administração
deve ser vigiada por
pessoa tecnicamente treinada para
auxílio na utilização correta da medicação.
dose: 200 µg de salbutamol a
cada 10 minutos até alívio dos sintomas.
2. Alternativa: Inalação
com soro fisiológico e beta-2 agonista
(SF 5 ml + Berotec ® 10 gts) até
3 vezes em 90 minutos.
ou beta-2 agonista subcutâneo
- até 3 doses em 90 minutos.
3. Suplementação de
oxigênio: em hipoxêmicos pela gasometria arterial ou para os
pacientes controlados com oxímetro
(saturação menor que
90%)
4. Para os tomadores crônicos
de corticóide oral, iniciar corticoterapia por via parenteral.
Após 15 a 20 minutos da terapêutica
inicial devemos observar a resposta:
Boa Resposta
História e exame físico:
melhora dos sintomas, desaparecimento dos sibilos e dispnéia
PFE ou VEF1 70% do basal (basal =
melhor valor de PFE para o paciente estável ou previsto)
Conduta: Dispensar o paciente com
corticosteróide oral com doses decrescentes em 3 semanas, medicação
de alívio,
recomendar seguimento ambulatorial
(dentro dos próximos 30 dias); se não, programar reavaliação
no pronto atendimento,
educar o paciente quanto a reconhecer
precocemente a exacerbação.
Resposta Incompleta
Sibilos discretos ou falta de ar leve
PFE ou VEF 1 > 40% mas < 70%-
Conduta: Continuar beta-2 agonista
inalatório cada hora, iniciar corticoterapia injetável (metilprednisolona
60 mg EV).
Continuar observação
no máximo por 4 horas, após isso considerar internação.
(Estado de mal asmático.)
Estado de mal asmático: crise
de dispnéia, tosse e chiado, que não cede com terapêutica
broncodilatadora habitual.
Má Resposta
Persistência dos sibilos e falta
de ar, PFE < 40%
Conduta: Recomendar internação.
Continuar beta-2 agonista inalatório cada hora, iniciar corticoterapia
injetável
(metilprednisolona = Solumedrol 60
mg EV 6/6 h). Aminofilina em infusão contínua - quando paciente
é tomador de xantina,
dose de manutenção
= 0,6 mg/kg/hora; se não, iniciar com dose de ataque de 3-5 mg/kg
em 30 minutos após dose de
manutenção, brometo
de ipratrópio 2 puffs 4/4h. Manter hidratação adequada.
Oxigenoterapia (s/n).
Reavaliação em
casos de estado de mal asmático
1. RX tórax
2. PFE ou VEF1
3. Gasometria arterial (quando não
realizada anteriormente)
4. Hemograma e dosagem de K
Insuficiência respiratória
Intenso desconforto respiratório,
distúrbio de consciência, agitação, sibilos
intensos ou "silêncio torácico" PFE < 25% e
PaCo2 40 mmHg.
Conduta: Recomendar internação
em UTI, mesma prescrição de má resposta, possível
intubação e ventilação mecânica.
Obs.: quando em ventilação
mecânica, evitar sedação com morfina e seus derivados,
pois propicia a liberação de histamina.
Avaliação de existência
de complicações, tais como pneumonia, pneumotórax,
cisto perinsuflado, atelectasias, infecção de
vias aéreas superiores-sinusite
etc. que possam estar justificando a resposta pouco favorável à
medicação prescrita e adotar
a conduta apropriada para cada caso
em particular.
Prescrição dos pacientes
internados.
Manter beta-2 inalatório por
pressurizador ou inalação a cada 4 horas, respeitando o período
de sono.
Metilprednisolona 60 mg EV 6/6 h por
3 dias, se houver melhora do quadro, programar doses decrescentes e passar
para
prednisona oral.
Manter xantina em infusão contínua
até remissão dos sintomas, introduzir xantina oral antes
da retirada da droga EV.
Manter brometo de ipratrópio
6/6 h nas fases iniciais.
Hidratação de secreção
e fisioterapia respiratória s/n
Tratamento das complicações
Fonte: sítio
da internet
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Mult Pet
Pot I 2 litros Oxi Line
O Mult Pet Pot I, é indicado para
o transporte de animais domésticos como: hamster, peixe, sapo,
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etc. Pode ser acompanhado com o Mini-Bola ou Mini-Bolha 12v -
minis aeradores portáteis (não inclusos). |
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